Paixão pelo que faço, aliado à resiliência de nunca desistir do meu propósito de transformar pessoas, sociedade, política e empresas para modelos mais sustentáveis de convivência, me trazem a sensação de estar vivo de forma relevante, isto é, fazendo a diferença onde tenho oportunidade.

2018 foi um dos anos mais ricos em experiências, principalmente a experiência de viver a vida como ela é. Revivi de forma consciente, e nem por isso menos dolorosa, meu colapso de 20 anos atrás, além disso perdi meu irmão no início do ano de forma nada natural, mas que me fez perceber que a vida é implacável com nossas escolhas.

A trajetória de vida e morte do meu irmão aos 57 anos me deu ainda mais força para ajudar a minimizar o sofrimento de nossa sociedade, e confirmar que o passado é uma lembrança, e o futuro a possibilidade de materializarmos as escolhas do presente. Foi, e ainda é muito difícil, mas, como disse, a vida é o resultado de escolhas, e ele viveu como queria e podia viver.

Continuando a falar de escolhas, achei no começo do ano que tinha feito escolhas empresariais erradas, e realmente quase desisti de tudo. Não foi a primeira vez, e mais uma vez foi maravilhoso, pois me fez ir ao fundo do poço onde parece que não existem alternativas, mas onde existem as reais possibilidades, pois é do fundo de nossa alma que nasce a esperança.

E lá fui eu novamente buscar no fundo do meu ser novas possibilidades, novos caminhos e encontrei a renovação mais uma vez. Me sinto rejuvenescido e pronto para viver a evolução do meu propósito. Continuo querendo transformar pessoas para transformar o mundo, mas agora com um desafio ainda maior, que é inspirar, educar e mobilizar para vivermos no individual e no coletivo comportamentos mais humanos vindos da alma, que é generosa e cooperativa, e não do ego condicionado, carente e egoísta. Quero fazer mais, escrever e disseminar mais conteúdo, quero experimentar e transformar mais.

Este renascimento me levou a mais uma reestruturação no Pluri. Tínhamos que nos adequar às mudanças da humanidade, as que estão em andamento, e as que estão por vir. Iniciamos e concluímos agora no final do ano, com a mentoria do Fabio Madia, a criação do Espaço Pluri como cowork de qualidade de vida e bem-estar, e a formatação do Núcleo CARI (Cuida da Alegria Ressignificando Indivíduos) focada em coach, educação e geração de conteúdo.

Também testamos todas as formas possíveis para retomar a SBN, nosso grupo de network que evoluiu para o netweaving (movimento baseado em generosidade). Mas como tudo tem seu tempo, só conseguimos achar o caminho agora na última semana de dezembro, novamente com apoio do Fabio. Com isso, 2019 o foco será colocar a SBN no ar. Ufa!!!

No meu depoimento no “Awaken Talk”, em novembro, disse que não sou uma pessoa em paz, e sim uma pessoa inquieta, é essa inquietude me motiva a produzir conteúdo que leve inspiração e motivação para transformarmos nossa forma de viver e produzir. Com a evolução da minha consciência, e a limpeza cada vez mais profunda da minha personalidade, venho desenvolvendo uma inconformada paz interior, uma paz que me tranquiliza, mas que me move a fazer, produzir, e inspirar mais. Tudo isso me permite ampliar a empatia e compreensão pelas diferenças, seja de pensamento, forma de fazer negócios, conviver, produzir, ganhar dinheiro e amar.

Como é bom produzir com significado inspirador e colher resultados relevantes. Em contrapartida, como me deixa incomodado ver a irrelevância de prêmios coroando o insustentável. Por falar em irrelevância, em 2018 com meu amigo e parceiro Mauro Raphael trabalhamos o valor do soft skill, isto é, a capacidade de sermos generosos, colaborativos e altruístas entre outras qualidades. Hard skills nos coloca em conformidade através do nosso currículo onde mostramos graduações, cursos, mestrados e etc, tão importantes, mas que não mostram quem realmente somos.

Daqui para frente, o mais importante não é o que você sabe, mas sim o que você é e entrega de forma real, sem desculpas. Estamos em tempo do faça hoje, aquilo que você pode, com aquilo que você tem, e isso só será possível através do engajamento pela alma, cooperação pela vontade e compartilhamento de recursos, e só se consegue isso desenvolvendo soft skill. Hard skills são importantes, desde que movidos por ética, transparência e outras caraterísticas únicas do homo sapiens como cooperação.

Para quem não sabe, nossa espécie foi a única que evoluiu pela cooperação para sobreviver, mas agora precisa cooperar através de valores nobres para não sucumbir, e não apenas por conveniência como até aqui. A tal da administração por conflito é boa apenas para quem manda, e não para quem realmente produz. Precisamos avançar e sair do Matrix baseado no inconsciente coletivo que nos torna seres obscurecidos pela insensibilidade. Tão desconectados da realidade ao ponto de degradarmos a natureza, desmatarmos florestas, exterminarmos espécies inteiras de animais e plantas, e poluirmos a atmosfera em benefício de modelos insustentáveis de produção.

Não sou romântico de achar que vamos mudar tudo do dia para a noite, mas sou um guerreiro na luta pela ampliação da consciência das pessoas que detém poder, para que entendam que fazer o correto é bom para a natureza, pessoas, e também para o lucro, pois cada vez mais marcas, empresas e pessoas serão avaliadas de um lado, pelo impacto positivo no coletivo, e de outro pelo que fazem para destruí-lo em prol de resultados imediatos e danosos a longo prazo. Ou sua marca será amada ou será irrelevante quanto uma amizade interesseira.

Muitos me perguntam porque aos 61 anos não diminuo meu ritmo. Existe um único motivo, “acredito no potencial humano e quero ser protagonista deste despertar da consciência coletiva escondido atrás de cada personalidade do planeta”. Esse potencial está ávido por ser liberado para gritar que “somos todos um”, como diz a física quântica e filosofias espirituais.

Estou vivendo um momento maravilhoso da minha vida, com minha família, e em especial meus netos. Me emociono quando ao postar meus vídeos semanais, ou escrever textos como esse, me vejo preparando um mundo mais justo e generoso para eles.

Essa geração que chega já vem com essa concepção de desenvolvimento sustentável e espiritualidade, pois já vem com o compartilhamento na veia. Não querem “ter” carro, casa, pois querem estar livres para viverem a vida no “quintal” delas, o planeta inteiro.

Querem tudo, pois sabem que merecem tudo, apenas esquecem que precisam de experiência e tempo para transformar os modelos atuais para os modelos mais integrados e sistêmicos. É aí que os mais velhinhos como eu e meus parceiros do Pluri e do Núcleo CARI entram. Interagimos com os jovens para dar consistência e realidade a seus desejos de mudança, apoiá-los nas mobilizações justas e inspiradoras, e viabilizar que tenham voz.

Também ajudamos aos nem tão jovens que estão meio perdidos neste mundo VUCA. Por este motivo, ano que vem o portal digital de netweaving da SBN fomentará tudo que inspirar, educar e mobilizar pessoas que queiram construir um mundo mais humano. Vamos captar e formar netweavers além dos que já estão conosco hoje.

Eu sou um netweaver, dediquei a minha vida inteira e especialmente os últimos 15 anos para a construção desse mundo mais generoso, justo e inspirador. Depois de auxiliar mais de 400 pessoas nos meus programas em mais de 15.000 sessões, posso dizer que amo o ser humano, amo a vida, amo dificuldades que me desafiam superá-las e com isso criar musculatura espiritual, resiliência, e firmeza de propósito.

Vivo a minha vida pessoal e profissional não porque “vai dar certo”, mas porque vale a pena. Acredito num mundo melhor não porque vá ver um planeta perfeito, mas sim pela consciência de entender que a imperfeição nos faz complementares, nos traz a possibilidades de ver no outro aquilo que não tenho e vice-versa. Não temos problema de falta de recursos, mas sim de muito desperdício, e concentrações exorbitantes de renda.

Por falar em concentração de renda, tive uma experiência interessante nessa loucura coletiva que foram as eleições. Fui chamado de comunista por postar um vídeo falando de desapego de bens materiais em desuso. Inicialmente fiquei triste pela falta de informações das pessoas em relação ao que é comunismo, capitalismo, democracia, ditadura, etc, mas na sequência me motivei ainda mais pois percebi quanta desinformação, quanto medo, quanta insanidade precisam ser tratadas.

Em vez de chorar, comecei a fabricar ainda mais lenços de conteúdos educadores para enxugar as rugas da raiva, e servir de espelho para um povo que luta pelo fim da corrupção como eu, mas que não percebe que além de tirar poderosos corruptos, temos que educar o pequeno corruptor que está em cada um de nós pronto para subornar o guarda de trânsito, parar na vaga de idoso ou grávida, ou “dar um jeitinho” para liberar um documento através de um brother em algum órgão público.

2019 será o ano da minha vida, como foram todos os que o antecederam, e todos os que virão, pois não sei aonde quero chegar, mas sei os caminhos que quero percorrer. Quero educar pessoas para conviverem com mais relevância, terem uma vida mais saudável, e apoiar modelos sustentáveis. Quero ajudar os negócios a encontrarem um propósito, construírem lideranças inspiradoras, desenvolverem gestões mais humanizadas e com isso gerarem lucro sustentável e duradouro. Quero mostrar que podemos fazer política sem sermos políticos, e ajudar a formar políticos que realmente queiram lutar pelo bem comum.

Somos 7,5 bilhões de pessoas diferentes e maravilhosas, e cada uma sendo a peça de um grande quebra-cabeça. Quando cada um achar seu lugar, teremos uma humanidade próspera. Para que isso aconteça temos que nos mexer, sair da zona de conforto, arriscarmos ser feliz ou mais feliz. Essa é minha visão utópica que norteia todos os meus negócios e minha vida, pois utopia não é algo alcançável, mas algo que nos move para frente.

Como todo ano, quero agradecer a minha família, amigos, clientes, parceiros e seguidores das redes sociais pelo apoio e motivação. Não é fácil defender o humano num mundo tão desumano, defender o lúdico num mundo materialista, e instigar as pessoas a acreditarem em seus sonhos e na generosidade num mundo tão violento, mas me motivo ao ver que meu trabalho e minha vida servem como inspiração para cada vez mais pessoas se juntarem ao nosso grupo de netweavers, e através de nossos exemplos no cotidiano fazermos as mudanças queremos.

Tamu juntu e misturado!!!

Construir um mundo mais justo, solidário e amoroso. Isso é possível!!!