O ser estético é aquele que percebe a “beleza das coisas”. Ainda falando do que é belo, veremos que para Platão ele está ligado ao que é “bom”, e pelo idealismo romântico ligado à “manifestação da alma”.  Será que podemos ter estética no Brasil ? Isto é, “perceber através da sensibilidade da alma, que podemos viver a beleza do que é bom no nosso país” ? Eu acredito que sim, é vou explicar o porquê.

Um cientista político da GloboNews disse que falta à juventude causas para se engajarem, e por este motivo, cada dia mais jovens aderem à ações terroristas. A falta de causas também alimenta a insensibilidade, a ganância, e a cultura do “levar vantagem” que sempre esteve presente na vida pública e privada de nosso país, e na última década na sociedade como um todo.

Porém, chegamos num ponto onde a insatisfação é geral, ninguém aguenta mais essa realidade insustentável. Fomos desmascarados, não “ESTAMOS” um pais ético, alegre, solidário, amistoso, e cansamos de viver essa mentira, pois queremos “SER” isso. Queremos viver a solidariedade e ética da alma, e não a ganância e esperteza da personalidade condicionada. Estamos sufocados e de saco cheio. Chega!

“Enfim, é hora de sermos o que realmente somos!”

Levar essa estética da alma para o Brasil parece poético, mas isso não quer dizer que temos que ficar nos beijando e abraçando, e morrendo de amores uns pelos outros. Mas, sim, nos permitirmos viver de forma mais humana, e vivenciar uma convivência mais civilizada.

Mudanças começam de baixo, do povo, e os últimos anos vem mostrando isso. É através da mobilização, informação e bons exemplos no dia-a-dia que vamos criar uma nova cultura mais produtiva e sustentável baseada na cooperação e no compartilhamento. Essa nova cultura pode ser resumida em generosidade, a mágica que pode produzir riqueza, redução de custos no público e privado, viabilizar saídas criativas para problemas complexos, e com isso mudar o cenário nacional.

Precisamos cobrar do poder público, mas não podemos depender dele, até porque unidos e mobilizados temos mais força para cobrar. Se ajudarmos o gari a manter a rua limpa, o cadeirante a subir na calçada, nos dispusermos a reformar a escola do bairro tendo ou não o filho estudando, dar uma ajuda ao nosso vizinho, ou qualquer atitude que melhore a vida de outras pessoas, tudo pode começar a mudar.

“É dando que se recebe.”

A UNESCO diz: “Uma vez que as guerras começam na mente dos homens, é na mente dos homens que as defesas de paz devem ser construídas”. Ser generoso desenvolve uma cultura de paz, e passa a ser tão natural quanto hoje é ser agressivo ou grosseiro. Passa a ser natural e espontâneo não esperar nada em troca, exceto o prazer a ver o outro bem e saber que em algum momento também poderemos ser ajudados. Esta é a base do movimento Netweaving que vamos lançar pela SBN-Sociedade Brasileira de Netweaving.

Netweaving é uma estética de alma, que desenvolvida em massa vira uma postura cidadã e forma uma sociedade unida, que não precisa terceirizar muitas de nossas necessidades. Cria uma energia de agregação e confiança que assusta tiranos e o submundo do poder que temem a união e a verdade. Nada mais afugenta a escuridão corrupta e gananciosa do que a luz da solidariedade, do compartilhamento e da colaboração. A base do poder ilegítimo é dividir para governar, então empoderar pela generosidade permite respeitar as diferenças valorizando a complementaridade, e com isso destruir essa estratégia covarde e mesquinha.

Nossa alma não é feia, mas sim suja e condicionada por anos de exemplos públicos e privados repugnantes e execráveis. Está na hora de lavarmos nossa personalidade com o sabão da autocrítica, e nos enxugarmos com a toalha da verdade, olharmos no espelho e vermos nossa alma lavada, e finalmente podermos dizer que somos um povo alegre, ético, humano e solidário.

Martin Luther King não inspirou dizendo que tinha um plano, mas sim um sonho. No meu caso, eu tenho um sonho e um plano para ajudar a fazer do Brasil um país mais generoso e sustentável. Isso me move, pois acredito que é possível. Vou morrer lutando não porque isso vai acontecer, mas porque vale a pena. Na prática o Núcleo CARI trabalha o indivíduo através de coach, educação e conteúdos, e a SBN a convivência com relevância através do netweaving. É dessa forma que fazemos a nossa parte.

Se você acredita que a generosidade pode transformar esse país, e quer participar deste movimento netweaving, cadastre-se no site da SBN – Sociedade Brasileira de Netweaving e junte-se a nós. Em breve faremos o lançamento oficial deste movimento.

Caso não acredite em sonhos, nem em generosidade, ou ache que lutar por causas é bobagem, marque uma sessão de coach comigo, pois posso te ajudar a ressignificar sua vida, e melhorar sua alegria de viver!!!!